Compliance em TI: a importância para a segurança da informação

Em tempos de home office, o compliance em TI e a segurança da informação se tornaram práticas ainda mais importantes para garantir a proteção dos dados das empresas e também de seus clientes.

Além de garantir o bom funcionamento de notebooks, desktops, dispositivos em geral e também da infraestrutura de Data Center, a área de TI ainda é responsável pela segurança digital das organizações.

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Sendo assim, não é difícil compreender a importância do setor de tecnologia da informação bem como dessas tarefas que blindam os negócios de ameaças como os ataques virtuais, cada vez mais elaborados pelos cibercriminosos.

O compliance em TI e a segurança da informação também previnem as empresas de sanções e multas pelo descumprimento de regras e leis que regulamentam cada segmento.

Dito isso, vamos ao que interessa! Neste artigo, você vai saber o que é compliance em TI, o que é segurança da informação e a importância destas duas práticas semelhantes, porém não iguais, para as empresas.

O que é compliance em TI?

Compliance significa, em português, “estar em conformidade com regulamentos”. Pode-se dizer, portanto, que o compliance é um conjunto de práticas que visa atender políticas e normas de trabalho para que as empresas atuem sempre conforme as regras de seus setores.

O compliance em TI, de forma geral, abrange todas as políticas e controles (internos e externos) as quais as empresas precisam se adaptar para estar em conformidade com as possíveis legislações aplicadas às suas atividades.

Sendo assim, as ações de profissionais e gestores de TI devem estar ajustadas a todas as instituições normativas, decretos, regulamentos e leis vigentes em um país ou região.

O compliance em TI costuma ser confundido com a segurança da informação, por isso, vamos diferenciar essas duas práticas a seguir.

O que é segurança da informação?

A segurança da informação refere-se a proteção, confidencialidade, integridade e disponibilidade de todos os dados e ativos digitais de uma empresa.

Assim como acontece no compliance em TI, a segurança da informação também adota políticas, processos e métodos para manter o controle e a segurança na circulação de dados dos negócios,

A segurança da informação, dentro das empresas, tem o papel fundamental de garantir que os dados estejam acessíveis somente aos seus responsáveis de direito ou as pessoas às quais foram enviados.

Quais as diferenças entre as duas práticas?

O compliance em TI é centrado em requisitos de agentes terceiros como governo, instituições reguladoras, entre outros. Já a segurança da informação é uma prática interna com medidas definidas pela própria organização.

Ambas essas práticas são complementares, e formam a base da governança corporativa, que trata de políticas e métodos que direcionam o trabalho dos gestores e ajudam a planejar e controlar o uso da TI

A importância para as empresas

O compliance em TI evita possíveis penalidades pela utilização de novas tecnologias, políticas de acesso e também no que se refere à privacidade dos dados de clientes e usuários.

Além de evitar multas e sanções, o compliance em TI também ajuda as empresas a inovarem em seus processos e operações e ainda garante um posicionamento ético e estratégico, aumentando também sua vantagem competitiva.

Essa prática também é essencial para empresas que buscam inovações tecnológicas, muitas vezes carregadas de normativas.

E quando praticadas de forma integrada, o compliance em TI e a segurança da informação ainda ajudam as empresas a aumentarem a segurança dos dados através de políticas e tecnologias que diminuem o risco de fraudes e ataques.

Adotando o compliance em TI, as empresas se tornam capazes de lidar com problemas como falta de orientações sobre normas, desalinhamento em relação a legislação, falhas na gestão de processos e ausência de ferramentas preventivas.

E combinando essas duas práticas, as empresas conseguem evitar prejuízos financeiros, não apenas com penalidades, mas também com ataques cibernéticos.

Política de Segurança da Informação: como criar a sua

A Política de Segurança da Informação (PSI) se trata de um documento ou manual que contém um conjunto de ações, práticas e técnicas voltadas para a segurança dos dados. A PSI serve para orientar os funcionários sobre o que eles devem e não devem fazer em relação aos dados de negócio. 

Confira algumas dicas para criar a sua!

Nomeie os responsáveis: escolha os colaboradores responsáveis pela criação, divulgação, revisão e monitoramento do documento. É importante que essa equipe seja formada por pelo menos um profissional de cada área para que a PSI atenda a todas as necessidades da organização.

Faça uma análise prévia: nesse diagnóstico, você precisa elencar todos os ativos de informação da sua empresa, incluindo dispositivos, usuários e seu comportamento, os dados de negócio existentes e os níveis de acesso. Assim, você reconhecerá as necessidades do negócio em relação à segurança da informação.

Categorize as informações: crie categorias para as informações internas, públicas, confidenciais e secretas. Com essa classificação, será possível medir o nível de acesso aos dados do negócio, quais tecnologias devem ser implementadas e as ações necessárias para uma maior segurança da informação.

Controle os acessos: para um controle de acessos efetivo, você precisa saber quem acessa seus dados empresariais, como esse acesso se dá e quando.

Revise suas políticas: verifique se suas políticas realmente merecem ser aplicadas. É importante analisar o papel de cada uma delas em relação à segurança da informação do seu negócio. Depois, você pode se preocupar com o compliance.

Eduque seus funcionários: é essencial que toda a sua equipe entenda as políticas aplicadas ao seu compliance em TI, principalmente a parte que fala sobre o uso correto da tecnologia. Reúna toda a empresa e faça uma apresentação para que a mensagem fique clara.

Monitore os resultados: depois de seguir todos esses passos, é hora de medir os resultados das ações colocadas em prática. O que estiver deixando a desejar pode ser corrigido, e o que for satisfatório pode ser otimizado ainda mais.

Seguindo essas dicas, o seu negócio conseguirá implantar uma Política de Segurança da Informação robusta e diminuir riscos e imprevistos que podem prejudicar suas operações. Agradecemos a leitura. Até a próxima!


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